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Tornei-me, enfim, mestre.

Escrito por no dia 17/04/2015

Defendi! Tornei-me, enfim, mestre. Mas o que isso quer dizer? Bom, só sei que não quer dizer que sou melhor do que este ou aquele colega professor. Não quer dizer que agora meu título abrirá todas as portas do mundo ou que sou melhor do que qualquer especialista.

vida no mestrado

Na verdade o mestrado é apenas um pequeno passo para a construção do conhecimento. Apesar de pequeno, ele é intenso, corrido, cansativo e muitas vezes desanimador. Mas é fundamental para a complementação curricular relacionado à pesquisa acadêmica, mas também por permitir o acesso aos estudos de vanguarda relacionados as mais diferentes disciplinas. É da academia que vai para a prática e da prática que vai para a academia. É um ciclo contínuo de novos conhecimentos.

Muitos se identificam com a pesquisa e seguem com o doutorado. Outros ficam com o título de mestre, porque é suficiente. Mas digo uma coisa, o mestrado não prepara para a sala de aula. Ele prepara para a pesquisa. A sala de aula é somente no dia a dia. Acho que nem em uma vida inteira em sala se conseguirá ter a experiência suficiente para lidar com os mais diversos tipos de alunos. Mas isso é para outra conversa.

Voltando ao mestrado, e como já falei em posts anteriores, é uma etapa que é um “divisor de águas”, mas, e agora depois do mestrado, o que fazer? Eu vou dar aula, mas também não quero me afastar do mercado corporativo. Quero atuar nas duas frentes. Tem pessoas que só querem ficar no mercado acadêmico e tudo bem. Tem outras que o mestrado não era o que pensavam, e voltam para o mundo corporativo e não querem saber de sala de aula. Tudo bem!

Mas é impossível dizer o que você fará até chegar ao final do mestrado. Eu achei que iria emendar o doutorado, mas desisti. Quero agora cuidar de algumas coisas que abandonei nos últimos dois anos, quero recomeçar minha vida profissional de uma nova maneira e quem sabe um dia fazer o doutorado. Mas assim, sem pressa e cobrança. Com um novo planejamento, por que o doutorado são quatro anos, então o esforço é maior, apesar de dizerem o contrário.

Enfim, esse é o último post do Vida no Mestrado. Ele se encerra para abrir uma nova etapa, tanto na editoria da Ponto Pessoal como na minha vida. Mas foi um prazer dividir um pouco dessa experiência. Agradeço ao Adriano pelo espaço cedido e a sua equipe que revisaram e postaram meus textos, que hoje é representada pela Danúbia, e a todos aqueles que leram, curtiram, participaram e compartilharam. Também agradeço aos que cruzaram meu caminho nesse período, sejam meus colegas, amigos, professores, família, enfim, todos que me acompanharam ou que me disseram ao menos uma palavra de incentivo, deixo aqui meu muito obrigada a todos vocês.

Um abraço e até mais!

 

PS.: “Tomamos a liberdade de escrever aqui nosso muito obrigado à mestre Adriane Moskalewicz, que durante dois anos inteiros, mesmo no meio de aulas e pesquisas e artigos, dedicou seu tempo para compartilhar essa experiência conosco, a de viver uma vida no mestrado. A editoria chega ao fim com este texto, mas será incorporada na editoria “marketing pessoal’, porque uma história como essa, é para sempre e deve ser lembrada. Sucesso à nossa grande mestre e aos que se inspiraram para hoje também estarem no processo de pesquisa”. – Equipe Ponto Pessoal.


SOBRE O COLUNISTA

Graduada em Administração de Empresas (PUC-PR), MBA em Marketing (ISAE/FGV) e mestranda em Marketing pela UFPR. Profissional com ampla experiência em Planejamento Estratégico e de Marketing com atuação nas áreas de Gerência de Produtos, Marketing Digital, Feiras e Eventos e Sistema de Informações de Mercado. Trabalhou em empresas de grande porte em Santa Catarina e como empresária no segmento de jóias. Instrutora e consultora de planejamento e gestora de projetos.
Perfil LinkedIn br.linkedin.com/in/adrianemoskalewicz | adrianemoska@yahoo.com.br

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