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Linkedin como ferramenta para pesquisa científica

Escrito por no dia 08/04/2015

Falta tempo para responder ou realizar pesquisas e concluir a dissertação do mestrado, doutorado ou outros projetos? A plataforma de rede social e profissional Linkedin se mostra uma ótima opção. Este modelo de pesquisa é tranquilamente aceito pela academia, desde que cumpra todos os passos da metodologia científica.

ADRIANEMOSKALEWICZ

Adriane Moskalewicz, pesquisadora e mestre pela Universidade Federal do Paraná, explica que Malhotra – um dos autores mais utilizados sobre metodologias e métodos para pesquisa científica, fala que a pesquisa realizada pela internet é opção válida e adequada para obter dados quantitativos. “Informações qualitativas ainda exigem um contato presencial ou telefônico”, explica Adriane.

Participação e retorno

Utilizando o Linkedin, Adriane alcançou mais de mil pessoas, com um retorno de 14,5%. A maior parte da amostra final de 160 pessoas foi obtida utilizando esta plataforma. A resposta ficou entre 5% e 10%, segundo ela, além do esperado.
A pesquisa realizada em parceria com um colega de mestrado, Lucas Finoti (releia aqui a entrevista que Adriane Moskalewicz realizou com Lucas Finoti – Faço Doutorado após o Mestrado?), serviu como base e busca de respondentes para a conclusão de duas dissertações e apresentou uma amostra, segundo Adriane, super qualificada. “Foi possível um perfil não apenas do respondente, com cargo e região em que atua, mas também da empresa”, comenta ela.
Este modelo não foi o único utilizado pelos pesquisadores. Também foram realizadas outras pesquisas, via associações, arranjos produtivos locais e Agência de Desenvolvimento de Curitiba, que foram fundamentais, mas para a pesquisadora, restritivas, porque retornaram informações de 30 a 40 empresas, que é um número muito baixo para constituir uma amostra universal. Mais de 100 respondentes foram obtidos utilizando o Linkedin.

 

 

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Aplicação e apresentação

O acesso aos respondentes ocorreu por meio de grupos de Tecnologia da Informação, abertos ou fechados. Os pesquisadores solicitavam para participar do grupo com uma carta de apresentação. Nesta carta, além de se apresentarem, apresentavam os objetivos da pesquisa. Outros cuidados que os pesquisadores tiveram foi o de manter seus perfis bem estruturados e completos – de modo que os interessados pudessem confirmar a intenção séria e profissional da pesquisa – e o de se comprometerem de enviar o relatório gerencial a todos os participantes.
O contato era realizado por meio do grupo e diretamente no email. “Como a pessoa recebia o convite para participar da pesquisa também no seu email pessoal, se tivesse interesse, poderia respondê-la em outro momento”, comenta Adriane. Para ela, a vantagem de utilizar o Linkedin foi alcançar um público especializado e profissional que também se beneficiaria das informações obtidas, podendo, ainda, contribuir para a construção destas informações.

 

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Objetivos da pesquisa

Por meio da pesquisa, Adriane obteve informações sobre a existência de cultura inovadora na empresa, se é incentivada, aplicada, e como influencia na área de marketing. Seu colega Lucas conseguiu dados a respeito do planejamento estratégico de marketing e como ele afeta o desempenho nas finanças, participação de mercado, captação de novos clientes e inovação da organização.
Os resultados foram tão positivos que motivaram Lucas a emendar o doutorado no mestrado, e você pode ler mais sobre esta decisão tomada por ele, clicando aqui.

 

Jornalista responsável pela matéria, Cristiane Souza.

 

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SOBRE O COLUNISTA

Graduada em Administração de Empresas (PUC-PR), MBA em Marketing (ISAE/FGV) e mestranda em Marketing pela UFPR. Profissional com ampla experiência em Planejamento Estratégico e de Marketing com atuação nas áreas de Gerência de Produtos, Marketing Digital, Feiras e Eventos e Sistema de Informações de Mercado. Trabalhou em empresas de grande porte em Santa Catarina e como empresária no segmento de jóias. Instrutora e consultora de planejamento e gestora de projetos.
Perfil LinkedIn br.linkedin.com/in/adrianemoskalewicz | adrianemoska@yahoo.com.br

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