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Airbnb na percepção dos usuários

Escrito por no dia 10/03/2015
Airbnb capa

www.airbnb.com

Com preços chegando a 45% mais baratos que os hotéis convencionais, o Airbnb, a mais nova tendência de consumo e comportamento nos meios de hospedagem, vem ampliando espaços e conquistando novos adeptos a cada dia, inclusive no Brasil.

O que leva uma pessoa a escolher o Airbnb e não um hotel?
Conversei com três profissionais da Bergerson Jóias de Curitiba e usuários recentes do Airbnb, que alugaram um apartamento por 15 dias em Paris para um curso, e que me contaram suas experiências e percepções, apontando as vantagens e desvantagens nesta modalidade de hospedagem.
O baixo custo e as experiências vividas na perspectiva de um morador local foram algumas das razões desta escolha.

“Acredito que a maior vantagem foi ter a possibilidade de passar alguns dias em uma cidade diferente, vivendo como um morador local. Quando se fica em uma hospedagem desse tipo, você precisa ir ao supermercado, pegar transporte público, se relacionar com a vizinhança, e tudo isso é muito rico culturalmente”, aponta Ricardo Souza.

Para ele a única desvantagem “é correr o risco de hospedar-se em um local que apresente problemas que não foram citados no momento da locação no site”. Ele orienta que para evitar isso, é necessário sempre fazer uma busca bem detalhada do local ideal para ficar.

O prazer de preparar o seu próprio café da manhã e alguns jantares e compartilhar idas ao supermercado e panificadora com os moradores locais, foram algumas das experiências citadas por Vivian Catalin. A desvantagem, segundo ela, foi que “não tive a comodidade dos hotéis como voltar para casa e estar tudo arrumado, a ajuda do concierge para solicitação de táxis, reservas etc.”.

Na opinião de Mariane Chela, este conceito varia de acordo com a pessoa, pois, “para uns pode ser ruim ter que comprar comida para o café da manhã… fiz isso apenas nos primeiros dias, depois passei a tomar café da manhã pelo bairro, o que foi muito divertido”.

 

Uma ameaça ao sistema convencional de hotéis?

Como em toda novidade, surgem questionamentos, neste caso, seria o Airbnb uma ameaça ao sistema tradicional de hospedagem em hotéis ou até que ponto esta modalidade representa um desafio aos hotéis tradicionais? Na opinião dos nossos entrevistados, que representam o público consumidor deste tipo de hospedagem, o Airbnb não é uma ameaça, porém esta tendência vem desafiar a hotelaria convencional.

Para Ricardo Souza, “é inegável que sites como o Airbnb são uma revolução no modo como as pessoas terão acesso a locações ao redor do mundo, porém, vejo que a rede hoteleira terá na verdade um desafio para se readaptar a esse novo consumidor, que a partir de agora tem a oportunidade de conhecer novos lugares do ponto de vista de um morador local. Não vejo o Airbnb como um concorrente direto dos hotéis, pois o tipo de experiência proporcionada a quem aluga um apartamento particular é diferente das formalidades apresentadas no hotel.”

Mariane Chela segue nesta mesma linha de pensamento, “não posso dizer que é uma revolução e sim novas oportunidades de hospedagem além dos hotéis. Porém, também não vejo como uma ameaça a hotéis, nem nunca vai ser, são apenas públicos distintos. Quem procura o Airbnb está em busca da vivência e costumes da cidade. Por um curto ou longo período a pessoa tem uma pequena ideia de como vivem as pessoas naquele determinado bairro.

Para Vivian Catalin os hotéis terão sempre suas vantagens de serviços, e de acordo com ela, o desafio dos hotéis será competir com o Airbnb, tentando atrair estas pessoas que passaram por esta experiência e que não estão dispostas a retornar aos hotéis convencionais.

 

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Uma experiência positiva

Os três foram unânimes ao afirmarem que o Airbnb foi uma experiência positiva, seja pela facilidade de consulta e estruturação do site ou pela vivência proporcionada por esta modalidade de hospedagem.

Acho que quando há uma rede intermediando de maneira estruturada essa venda, por exemplo, um site que conecta as partes interessadas no negócio, a chance da venda dar certo é bem maior”, afirma Ricardo Souza.

A nossa anfitriã foi muito atenciosa e estava o tempo todo a disposição do que fosse necessário. O pagamento ocorreu tudo dentro da normalidade e o que eu esperava do apartamento foi exatamente o que encontrei, além de possibilitar uma fonte de renda para as pessoas que disponibilizam seus flats para locação”, comenta Vivian Catalin.

O site do Airbnb foi elogiado pela Mariane Chela, que a seu ver é organizado, com acesso a imagens e opiniões de pessoas que já passaram por esta experiência.

 

Hotel ou Airbnb?

Fica claro na opinião dos nossos entrevistados que a escolha do melhor meio de hospedagem irá depender da situação, do desejo de viajar de uma forma diferente e do momento, e tanto o hotel convencional como o Airbnb terão público.

“Eu jamais deixarei de utilizar os hotéis e certamente voltaria a usar dos serviços do Airbnb. Se estiver indo para uma cidade menos conhecida, optarei pelo hotel, pois me sentirei mais segura. Se voltar a Paris, minha escolha será o Airbnb. Mas se em uma disputa entre Airbnb e hotel onde os valores se aproximam, eu optarei pelo hotel, devido à comodidade”, comenta Vivian Catalin.

Dependendo do estilo de viagem e o que se propõem a fazer, Mariane Chela irá utilizar deste serviço novamente em outras oportunidades, mas ela declara adorar um hotel!

Sempre que for possível, Ricardo Souza pretende ficar nesse tipo de hospedagem, especialmente se esta viagem for a turismo, segundo ele, “exige menos formalidades e normalmente o tempo de planejamento é maior.”

 

O futuro do Airbnd

Estes viajantes demonstraram que o Airbnb é um serviço que tem um campo promissor pela frente e que o acesso à informação por meio da conectividade facilitou a vida de muitos turistas. Não somente pelos preços atrativos, mas também porque se encaixam nessa nova tendência de querer viajar vivendo e sentindo as experiências próprias de cada local visitado, compartilhando com os moradores a rotina diária.

Ao trazer a visão também dos usuários sobre o Airbnd, encerro mais uma sequência de matérias produzidas para a Revista digital Ponto Pessoal, que comecei com este mesmo tema e com a opinião de duas grandes especialistas, que você pode voltar a ler nos links abaixo:

Empreendedora desde 1992, em 1997 lançou a bandeira Blue Tree Hotels. A empresária tem como missão consolidar a rede como a mais conceituada operadora brasileira de hotéis, com reconhecimento pela alta qualidade, elegância e estilo próprio de serviços.

Chieko Aoki

 

 

 

Para reler o texto “Hotelaria e Airbnb por Chieko Aoki do Blue Tree Hotels”, clique aqui.

 

 

 

Carolina Haro

Carolina Haro

 

 

Para reler o texto “Hotelaria e Airbnb por Carolina Haro”, clique aqui.

 

 

 

 

Vou agora em busca de novos conteúdos para informar você ainda mais sobre minha especialidade em personalizar os serviços hoteleiros.

Reveja meus outros artigos para a Ponto Pessoal. Clique aqui.

Obrigada,


SOBRE O COLUNISTA

Mestre em Distúrbios da Comunicação e Especialista em Hotelaria Design e Eventos e Gestão de Mercado do Luxo. Atualmente, desenvolve projetos de personalização dos serviços em hotéis de todo país e também divide seu tempo entre palestras, convenções e pesquisas sobre tendências e inovações neste segmento. Currículo completo em br.linkedin.com/in/taniacoelho

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