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10 tendências de consumo segundo Euromonitor

Escrito por no dia 06/03/2018

Mais do que nunca, consumidores estão mais exigentes sobre produtos, serviços e marcas e estão usando as ferramentas digitais para articular e satisfazer suas vontades, segundo Daphne Kasriel-Alexander, editora de tendências da Euromonitor International.

Não é de hoje que você, que busca entender os movimentos do mundo traduzidos em tendências, encontra informações que o mundo mudou e que os consumidores, cada vez mais conscientes, estão buscando a verdade no mercado em que consumem.

Em um dos últimos relatórios de tendências da Euromonitor, foi apontado 10 tendências, que são: “ Extraordinário”, “Identidade em fluxo”, “Privacidade e segurança” e as comentadas abaixo pelos Embaixadores Ponto Pessoal, que nos representam em praticamente todo Brasil:

 

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Tendências comentadas pelos Embaixadores

Bem-estar como símbolos de status

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Ana Carolina Pereira – veja mais de seus textos AQUI

A rotina diária da grande maioria dos brasileiros é intensa e cheia de compromissos. Trabalho, casa, estudos, filhos, trânsito e mil e uma responsabilidades. Todos esses compromissos podem causar ansiedade, estresse e tornar a vida cansativa e nada agradável de ser vivida.

Porém, há um crescente interesse por parte da população em cuidar da própria saúde, ter qualidade de vida e manter o bem-estar físico e mental, porque, afinal, é preciso estar se sentindo bem e com saúde para conseguir desempenhar todas as funções que surgem no nosso dia. Com isso, percebe um aumento de consumo no mercado para atender a essa demanda.

No que diz respeito à alimentação, percebe-se um grande interesse por restaurantes com foco na alimentação saudável e funcional, até mesmo grandes redes de fast-food incluíram itens mais saudáveis em seus cardápios. E não é de hoje.

As academias estão diversificando seus serviços, além das tradicionais atividades estão incluindo também yoga e meditação que contribuem para o equilíbrio físico e mental.

A área de serviços da saúde também precisou se adaptar a essa nova tendência. Cada vez mais as pessoas buscam não apenas o médico para fazer uma avaliação física, mas também um nutricionista, psicólogo e um profissional que vai auxiliá-los em
atividades físicas.

Manter a saúde e bem-estar é o que vai permitir às pessoas terem mais qualidade de vida no seu dia a dia e assim poder aproveitar a vida como ela deve ser vivida! E não isso não é uma tendência passageira.

 

O fascínio da autenticidade

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Andrea Fuchter – veja mais de seus textos AQUI

Cada vez mais as mídias e as redes sociais mostram pessoas reais em situações de vida real com as quais alguém poderia se relacionar. Essa cultura visual, que na era das comunicações digitais está intimamente ligada à autenticidade, tem afetado a insegurança da aparência das mídias sociais e da cultura selfie.

A preocupação em tornar-se único faz com que milhares de imagens capturadas via webcans, Twitter, Instagram, geradas pelos usuários, sejam compartilhadas entre os consumidores que acabam se identificando, como também incorporando em seu material de marketing pessoal, a fim de torná-lo mais autêntico e relacional.

A forma como nos apresentamos e iremos nos expor para o mundo não pode entrar em conflito com o nosso modo particular de ser. O desafio das pessoas está em encontrar a beleza na imperfeição, na impermanência e na autenticidade.

Até mesmo grandes eventos como o último Oscar trouxe mensagens sobre a autenticidade. Pudemos analisar em seus vestidos usados várias mensagens, e uma delas, a de sermos mais autênticos, verdadeiros, e mesmo ao usarmos grandes marcas como parceiros para compor nossa imagem, o que vai sempre prevalecer é o que de natural temos para compartilhar.

Observem as maquiagens, cada vez mais limpas, os cabelos, cada vez mais naturais, aqui também destacamos as sobrancelhas.

A constante busca pela verdade em todo mundo, seja em qualquer área, é que impulsionou esta tendência que não veio para ir embora, mas sim para se fortalecer ainda mais.

Veja mais comentários sobre o Oscar 2018 em texto exclusivo AQUI

 

Consumidores em formação

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Neuzi Carreiro – veja mais de seus textos AQUI

O relatório da Euromonitor destaca a crescente influência das crianças sobre os padrões de consumo. Na escola e em casa, elas estão cada vez mais expostas a temas como pobreza, meio ambiente, sexualidade e identidade. “Os pais pedem opiniões a seus filhos sobre todos os tipos de decisão, incluindo aonde ir para o jantar, que tipo de carro comprar, e até mesmo o que vestir”.

Todos sabemos que consumir faz parte do nosso cotidiano e há quase duas décadas já se ouve falar sobre a influência no poder de compra que as crianças têm no ambiente familiar, o que as tornam um perfil de clientes em potencial cada vez mais, deixando a indústria o tempo todo alerta em busca de novas maneiras de atraí-las para seus produtos.

Não é à toa que suas primeiras frases pronunciadas logo que aprendem a falar são os “por quês”, pois têm sede para compreenderem o mundo o seu redor e um enorme poder de persuasão.

Crianças são curiosas, espontâneas, cada vez mais exigentes, sabem o querem e hoje vivem uma infância bem diferente de como foi a de seus pais e com um poder de compra muito maior que as crianças do passado. Um público conectado, formador de opinião e influenciador direta e indiretamente na decisão dos adultos. Opinam sobre a marca do tênis, brinquedos,
eletrônicos, a cor e modelo do carro da família e até roupas dos pais.

São bombardeadas com novas informações o tempo todo pela tv, internet, jogos eletrônicos, vitrines e opinião dos amigos e ainda conseguem se conectar a vários canais de comunicação ao mesmo tempo, mas também se preocupam com o meio ambiente, apagam luzes e desligam torneiras.

A maioria das crianças de hoje fazem parte de um modelo de família menos hierárquica, onde todos têm algo a dizer e é preciso educá-las para serem adultos conscientes, responsáveis e comprometidos, transformando esse diálogo em oportunidade para ensiná-las.

Hoje, a mobilidade traz a informação para a palma das nossas mãos, e esse acesso está cada dia mais dentro das casas.

Para falar sobre como essa democratização impacta a decisão de compra nas famílias, o Facebook publicou o estudo “Meet the Parents”. Veja mais AQUI.

Em uma matéria de 2013, a Uol Economia já havia publicado sobre a aposta do mercado de luxo para crianças, mercado esse que movimenta bilhões só no Brasil. Leia matéria completa AQUI.

São mimos luxuosos para a criançada endinheirada e com design diferenciado para um público exigente. Marca como a americana Sweet Retreat Kids já produzia mini carros de modelos cobiçados e grifes como Prada, Dior e Gucci já produziam linha baby tanto masculina como feminina com roupas calçados e acessórios.

Mas nem tudo é luxo, afinal, os gostos são os mais variados possíveis e a parte financeira também. Eu, como mãe de 4, acredito que com relação à viagem de férias seria uma ótima oportunidade para os pais, além de conhecerem outras culturas,
aceitarem sugestões de roteiro dos filhos, pois esse é um momento em que estarão juntos e todos têm de estar felizes com o destino e o percurso também. Talvez eles prefiram acampar ao invés de um fim de semana num hotel de luxo ou trocar a praia e a cidade grande para andar de canoa e passarem o dia numa aldeia de índios, conhecer os animais do pantanal, provar sabores de outros estados, dormir no deserto. viajar num trailer ou até mesmo andarem num barco pelos rios da Europa.

Seria uma experiência e tanto!

 

Envelhecimento: uma narrativa em mudança

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Renata Tomagnini – veja mais de seus textos AQUI

Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1950 existiam 250 milhões de indivíduos com mais de 60 anos no planeta, já no ano 2000, este número quase se triplicou somando 606 milhões de pessoas. Em 2017, quase um quarto de todas as pessoas do planeta já tem mais de 50 anos, um número recorde, segundo dados divulgados pela Euromonitor. São consumidores interessados em uma longa lista de produtos relacionados à saúde, integrantes de um grupo demográfico cujos membros vivem e trabalham por mais tempo, e que são receptivos aos desenvolvimentos tecnológicos.

Nunca a expressão “velha é a vovozinha” esteve tão fora de moda e sem sentido como nos últimos tempos. Antigamente, a partir de 60 anos o homem ou a mulher eram considerados idosos ou terceira idade. Mas isso tem mudado muito.

A evolução da medicina, novos procedimentos estéticos, bem como um novo olhar para pessoas mais maduras, tem chamado muito a atenção de vários setores, inclusive o da beleza e bem-estar. Com uma expectativa de vida aumentando, as pessoas têm buscado cuidados com o qual nunca se preocuparam. Consequentemente, a demanda de vários setores com serviços específicos para este público vem crescendo de forma considerável. Eu, particularmente, tenho uma cliente que no auge de seus 65 anos, ao se aposentar, buscou uma Consultoria de Imagem e Estilo. Muitos podem pensar: mas só agora? E eu respondo: porque não agora? Este foi seu momento, um momento de se dedicar mais a si mesma, sem se preocupar com a criação dos filhos e até mesmo por ter trabalhado toda uma vida e só agora poder voltar sua energia e recursos para ela mesma. Mas esta faixa etária não serve como base, na verdade, hoje em dia, principalmente mulheres a partir dos 40 têm demonstrado uma mudança de comportamento considerável sobre como envelhecer com saúde e sobre o que é envelhecer.

Mulheres lindas e plenas no auge dos 50, 60 ou até 70 anos têm seu espaço reconhecido no mundo e até pela mídia, mostrando que a idade não representa mais uma pessoa e sim suas atitudes e como ela encara a vida.  Suas atitudes e seu comportamento falam mais que um número.

Por isso você que é Consultora de Imagem, Especialista em Marketing Pessoal, empreendedor ou já é um empresário em qualquer ramo, já se atentou para este mercado e o que seu produto ou serviço podem fazer por ele?

Fica aqui minha dica, envelhecer hoje é uma opção.

 

Compras mais rápidas

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Isadora Rios

O relatório da Euromonitor trouxe que marcas respondem aos consumidores impacientes e em busca de gratificação imediata com novos modelos de negócios, que conferem rapidez e agilidade à entrega de produtos e serviços.

A forma como consumimos está em transformação por influência das novas tecnologias. Os clientes estão a procura não só de um produto ou serviço, eles querem um atendimento personalizado, consistente e rápido. Uma pesquisa realizada pela SAP Hybris com 1 000 pessoas entrevistadas mostra que 94% das pessoas exigem que as empresas respondam uma dúvida ou pedido em menos de 24 horas e outras mais exigentes 6 em cada 10 querem uma resposta em menos de 3 horas. Caso a marca não consiga atingir as expectativas do cliente, 65% falam que podem procurar pelo concorrente.

Nós somos bombardeados com informações o tempo todo, temos tudo em toque com os nossos smartphones. Cada vez mais a tecnologia está sendo inserida na jornada do cliente com vitrines inteligentes, realidade aumentada e virtual, machine learning, chatbots, aplicativos e outras mais que surgem.

No início do ano a Amazon inaugurou sua loja em Seattle, a Amazon Go. Uma loja totalmente conectada, uma evolução das lojas self-checkout. Nessa loja tudo é monitorado por câmeras, sensores nas gondolas e detectores de movimentos onde os clientes precisam baixar o aplicativo e ter ou criar uma conta da Amazon vinculada a um cartão de crédito ou débito. Não é preciso ficar em fila para fazer o pagamento. É so retirar o produto da prateleira que será automaticamente debitado no seu cartão.

Em contrapartida, a Starbucks encerrou seu e-commerce e vem modificando suas lojas pelo mundo com ambientes mais sofisticados e com mais opções de produtos, onde a experiência do cliente é realizada principalmente pelo atendimento feito pelos colaboradores da marca. Todos os staffs da rede de café passam por um forte treinamento para servir com excelência e agilidade todos seus clientes.

Mas mesmo no meio de tantos exemplos, independente das nossas escolhas serem feitas no on-line ou off-line e serem atendidas com rapidez e qualidade, nós sempre buscaremos pelas experiências que nos conectam uns aos outros. E isso abre portas para uma tendência também apontada inclusive aqui no texto e comentada abaixo.

 

Personalização

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Mickaella Queiroz – veja mais de seus textos AQUI

São vários e diversificados os exemplos de democratização da personalização em todo mundo, incluindo segmentos como os de viagens, informação, roupas e brinquedos. Clientes exigem que as marcas atendam ou mesmo prevejam suas necessidades. As marcas trabalham para fortalecer o relacionamento com o cliente, por meio das emoções que podem despertar, tornando as coisas “pessoais”, segundo a Euromonitor.

Antigamente algumas pessoas sonhavam em ter um mordomo. Hoje, muitas desejam um concierge para chamar de seu. Apenas com um detalhe, sem pagar a mais por isso. A personalização é uma das 10 tendências que se firmaram em 2017, está em alta no mundo todo e abrange segmentos como informação, viagens, roupas e brinquedos.

No que diz respeito a informação, algumas redes sociais e sites já oferecem conteúdos direcionados de acordo com o conteúdo mais buscado. No twitter você pode personalizar os trend topics exibidos a você de acordo com suas preferências. No segmento viagens, o Airbnb oferece, além de hospedagens mais baratas, um programa de experiências na cidade escolhida para hospedagem. O anfitrião do local onde o cliente está hospedado oferece ao cliente passeios guiados; tira suas fotos; pode lhe pagar um café. Isto pode ser comparado a um serviço de concierge. Finalmente você pode ter o seu!

Recentemente, o portal G1, da Globo, trouxe que os serviços personalizados estão aparecendo para quase tudo: personal trainner, personal diet, personal stylist ou personal organizer. E a procura, tem aumentado 30% ao ano. Mas para se tornar um personal, não basta entender do assunto, tem que ter técnica e estudar.

Prova de que esta tendência de personalização já chegou a outros serviços prestados por profissionais, saindo do âmbito das empresas. No marketing pessoal as marcas e profissionais deverão cada vez mais oferecer serviços e publicidade não de maneira abrangente, mas cada vez mais personalizadas. Isso é o que vai contar na escolha destes profissionais em meio a um mercado onde todos costumam agir igual.

 

Pós-compra

Comentada aqui na Ponto Pessoal pela colunista Camila Rank – veja mais de seus textos AQUI

A conveniência vai além da satisfação obrigatória das necessidades dos consumidores. A experiência pós-compra é, cada vez mais, uma parte importante na oferta de valor de um produto ou serviço. O contato realizado com os representantes da empresa, o meio utilizado e o tom da resposta são partes críticas da jornada do cliente e colaboram para moldar a sua visão do negócio, trouxe o relatório da Euromonitor.

PÓS-VENDA NÃO EXISTE.

Isso mesmo, nos dias de hoje não deveríamos nem mais usar mais o termo “pós-venda”. O ciclo de vendas é contínuo, quando o cliente efetiva a compra de um produto e/ou serviço a experiência de compra não se encerra ali, pelo contrário, ela se intensifica depois da compra. O ciclo de venda só se encerra quando o cliente faz a próxima compra e se abre um novo ciclo.

Durante todo esse processo é importante o interesse por parte de toda a empresa para atender corretamente as necessidades dos clientes e oferecer a melhor solução. Os consumidores cada vez mais buscam empresas que demonstram real interesse.

Clientes querem ser ouvidos, amparados e principalmente fazer parte do processo.

A empresa que não redobra o cuidado depois que o cliente consumiu sua marca perde muita oportunidade. É no pós-venda que se permite estreitar o relacionamento com o cliente e pode saber quais outras necessidades ele têm para entender melhor seu comportamento de consumo.

Não tenha medo das críticas, o cliente que critica quer continuar comprando. Se o cliente realmente decepcionou-se profundamente com a marca, ele não reclama, não indica e simplesmente não volta a comprar nunca mais. Por isso, se o cliente está ali reclamando, ele espera que a empresa ainda resolva seu problema e inverta essa situação.

Então todos os processos de venda são importantes e contínuos. Um cliente satisfeito com seu atendimento traz novos clientes e mais do que isso, vira parte da empresa como porta-voz. Invista em tecnologia que facilite a coleta de informação dos clientes, que acompanhe todo o processo de compra e em equipe de vendas qualificada que saiba o que fazer com a informação, isso é o mais importante. São as pessoas, através de um computador ou pessoalmente, que fazem a conexões acontecerem.

 

Imagens Google.

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SOBRE O COLUNISTA

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Fundador e Publisher na Ponto Pessoal – primeiro Portal, Revista digital e Escola sobre Mkt Pessoal do país, no ar desde 2010, Palestrante em Marketing Pessoal e Mercado de Luxo. 11 anos em 2017 com experiência em Marketing Pessoal. Carreira pautada em consultorias, aulas, supervisão de cursos e criação de conteúdos desde 2006, referência em todo país e com experiência internacional, tendo criado e supervisionado cursos de marketing, empreendedorismo e mercado de luxo, pelo Centro Europeu e ISAE/FGV em Curitiba e Paris, capital francesa. Colunista convidado na Revista Terapia do Luxo.
Currículo completo em www.adrianotadeubarbosa.com | Contato: adriano@pontopessoal.com.br

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